DEVANEIOS E SANDICES
 

( licença poética )

Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava.

Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca.

Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes.

Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes.

Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir.

Mas não.

Escrever é queimar o papel de qualquer forma.

Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro.

Deixar a solidão da voz para fazer letra acompanhada, emendada, uma dependendo da próxima garfada...
Fabricio Carpinejar



Escrito por La Ginger às 14h35
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Beijo 2011, cheia de desejos e urgências.
Um sopro de ar matinal,
frescura de flores.
No baú antigos amores
que venha o novo.
Que suma o bolor,
não tenho mais espaço para dor.
* edição Maurofotopro


Escrito por La Ginger às 15h49
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